


As palavras são: amor e paixão.
Amor: é algo completamente inexplicável. Não se sabe porque, nem como, nem onde, só se sabe que se sente. Se sente e ponto, sem explicação. São poucos os sábios que conseguem descrevê-lo de forma clara. Porque o amor é confuso, todo errado e sem jeito. É fácil ser correspondido no amor - você tem amigos e parentes que te amam também. O amor sempre faz bem - ele te faz querer viver mais e mais, quando na verdade a pessoa amada merecia que você morresse por ela. É justo morrer de amor. Ele não vê cara, dinheiro, religião ou opção sexual - amor gosta mesmo é do que tem por dentro. Ele não tem medo. Grita mesmo, extravasa e é quem ele é de verdade. Entra no elevadr e cumprimenta, fala sobre o tempo e não quer nem saber o que o outro vai achar. O amor não tá só de visita, ele gosta mesmo é de morar. Se aconchega num canto e repousa ali, até que a morte o leve embora.
Paixão: é algo fácil de se entender. Se sabe a razão, o modo e o lugar, mas nem sempre se sabe exatamente o que se sente. Qualquer adolescente consegue falar sobre ela sem a mínima confusão. Porque a paixão é clara, simples e objetiva. Mas é difícil que a paixão te corresponda - nem sempre aquele seu namoradinho de infância vai voltar e se apaixonar por você também. A paixão quase sempre faz mal - ela te faz querer morrer, quando a pessoa desejada não merece nem que você viva por ela. Não é justo morrer de paixão. Ela é ambiciosa, geralmente só quer quem acha que pode ser útil pra ela. A paixão é medrosa. Susurra, fala baixinho e finge ser quem não é só pra agradar. Entra no elevador e logo pega o celular pra evitar incômodos ou constrangimentos. A paixão não tem morada fixa, prefere só visitar. Senta e fica só um pouquinho, até que encontre uma casa melhor.
O amor é o que você sente pela sua mãe; a paixão é o que você sente pelo cara gostoso do colégio - não cometa o erro de confundí-los. Eles nem sempre andam de mãos dadas. — Julia N, cafe-impuro